O compromisso social do mercado da beleza

Por Fábio Yamamora, CEO da Yamá Cosméticos

A indústria de cosméticos se consolidou como um setor essencial para o bem-estar dos consumidores e o novo patamar exige compromisso social

De acordo com o relatórios da Euromonitor Internacional, as vendas de produtos de skincare e para os cabelos no Brasil serão as menos atingidas na área da beleza pela pandemia de Covid-19. O estudo exemplifica uma tendência importante: o setor de cuidados com a pele e com os cabelos se consolida como uma atividade essencial – não apenas economicamente, mas também para o bem-estar social. Com isso, resta a indústria cosmética reavaliar a própria posição: como desenvolver produtos seguros, eficazes e com valores acessíveis?

A concepção da beleza como uma preocupação superficial é passado e não pode mais guiar as decisões da indústria – e isso apresenta novos desafios ao setor. Por exemplo, o consumidor está cada vez mais motivado por produtos que cuidem da saúde dos fios, multifuncionais e com princípios ativos comprovadamente efetivos e sustentáveis. Ou seja, o compromisso social do mercado da beleza não é mais opcional.

O mercado brasileiro conta com bons exemplos de empresas que investiram nesta transformação e o caso de sucesso da Yamá Cosméticos nos permite avaliar esta decisão a longo prazo. São poucas as empresas brasileiras do setor de cosméticos que comemoram 50 anos de atividade. E o número de marcas que contam com um produto tão emblemático e popular, como o Yamasterol, é ainda menor. Qual o segredo?

Fundada em 1967, a Yamá, desde o início, investiu em qualidade e acessibilidade como o DNA da marca. A proposta da marca era – e ainda é – que os produtos estivessem disponíveis em todo Brasil, com opções possíveis para diferentes públicos, seguros para serem utilizados em casa, mas sem abrir mão da qualidade. O resultado foi a consolidação de uma empresa que faz parte da história de diferentes gerações da família brasileira – seja com o creme multifuncional Yamasterol Babosa, com o Pó-Descolorante, Dekapcolor, entre outros.

O importante é entender que a indústria precisa olhar para o consumidor real – este é o verdadeiro compromisso social. Se a sociedade se transforma, é preciso transformar-se com ela, mas sem esquecer que os cuidados com a autoestima são essenciais e que o mercado ganha muito em assegurar o acesso da população às inovações do setor, equilibrando qualidade, segurança e custo-benefício. Esta é uma receita atemporal.


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