Como o autocuidado transformará a Indústria Cosmética

Por Fábio Yamamora, CEO da Yamá Cosméticos

A tendência acelerada pela pandemia aumenta exigência dos consumidores sobre princípios ativos, benefícios a longo prazo e impacto ambiental

O mercado beleza é um segmento dinâmico. A pandemia representou uma transformação inédita no consumo. Antes deste evento mundial, a Indústria de Cosméticos já trabalhava para atender o consumo online, a busca por produtos multifuncionais e a exigência dos clientes por um modelo de produção sustentável, contudo, é certo que a crise do Covid-19 acelerou e aprofundou a formação de novos comportamentos de compra. Com isso, para a recuperação do mercado será essencial ecoar as necessidades desse “novo normal”.

De maneira geral, observamos a consolidação do autocuidado como principal desejo deste novo consumidor. Na prática, há uma procura crescente por tratamentos mais holísticos – que cuidam de diversos aspectos simultaneamente -, a rotina de embelezamento ganhou status de ritual de cuidados com a pele e os cabelos – seja em casa ou no salão de beleza.

O embelezamento se torna apenas uma etapa de um processo muito maior que envolve benefícios à longo prazo, saúde e bem-estar. Hoje em dia os compradores leem o rótulo e decidem se estão de acordo, não apenas do ponto de vista do resultado final esperado, mas também em relação ao posicionamento da marca sobre a extração, produção e impacto socioambiental.

De fato, o isolamento social e a crescente veiculação de notícias e estudos sobre temas científicos, a materialização do impacto do ser humano sobre o meio ambiente, e a expectativa sobre o trabalho de laboratório, elevou o nível de interesse e conscientização por essas pautas. Assim, o que antes era um nicho pequeno do mercado, agora deverá se tornar a regra dentro desta nova realidade – nada que deva assustar a indústria, mas que definitivamente transformará toda cadeia produtiva para melhor.


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